Ela passa horas vidrada no computador. Tem amigos que talvez ela nunca irá ver, nunca poderá tocar. Escreve textos que talvez nunca ninguém leia. Conversa com estranhos, burlando as leis que aprendeu quando criança. Ela passa a maior parte do tempo em seu mundo virtual, pois a realidade assusta, e o mundo real não tem nada a ver com o que ela sonhou para si.
Ela sabe dar conselhos para todo mundo, menos para ela. Ela sabe tirar as lágrimas dos outros, menos as lágrimas dela. Ela sabe cuidar de todos, menos dela. Ela sabe curar a dor dos outros, menos a dor dela.